quinta-feira, 17 de abril de 2008

Des

Alexandre salta; é o tempo de avesso. Só sabe isso: saída. Ele não é - sou? - culpado, até onde dá pra adivinhar. No máximo um desinocente: chama azul com línguas alaranjadas. Não quer não quero estar ao alcance, galopa-se pra isso: o homem que cavalga o furacão, sorriso. Olhos nas costas, calafrios: nunca longe, ao esticar de uma unha talvez um toque. Pernas de alfinete são apoio; ele cospe o cabelo do rosto. Quando os olhos caem, sente: uma lágrima que sobe aflita desde o joelho, o mundo aformigado não o vendo. Se perde um segundo - é tão longe assim, tudo? - e se perde. As mãos se aranham sobre ele, rede de aço, tenta, sai, agora, meu deus! Respira o gelo - acho que não dói - e ensaia um disparo: tropeçou no céu como se ouvisse música, o mergulho ávido, já visto: banana na rua, sem paz. Abrigo bacana, só (des)mancha.

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